sábado, 28 de março de 2015

Festa de São José e a cidade de Mdina

O Dia de São José é comemorado em 19 de março. Apesar de não ser o padroeiro do país, é feriado nacional. O santo padroeiro em Malta são dois: São Paulo e São Jorge Preca.

A comemoração acontece na cidade de Mdina, a primeira capital de Malta, que os relatos dizem tem sido habitada pelos Fenícios 7.000 a.C. Se vocês puderam perceber o quanto Valetta (a capital atual) é medieval, imaginem o que esperar de Mdina. É isso mesmo: muito mais medieval, se assim podemos dizer.
Outro detalhe: algumas gravações da série Game of Thrones aconteceram aqui nessa cidade.

Fiz o passeio com a escola e à noite, por isso as fotos não estão tão boas, pois não tive tanto tempo livre.
A comemoração deles é composta da tradicional missa e depois uma procissão pelas ruas de Mdina repletas de decoração e barracas com comidas. Muitas cidades do Brasil possuem algo muito parecido com isso, graças ao catolicismo, é claro.

Outra característica da comemoração é a grande queima de fogos de artifícios, mas diferente do que estamos acostumados, os fogos aqui são mais barulhentos e menos bonitos visualmente. Segundo a explicação deles, é tudo para espantar os maus espíritos, diabos etc... O guia disse que a prefeitura teve que intervir pois os fogos já foram considerados barulhentos demais pela população. E a queima não acontece uma única vez por xx minutos, mas durante a noite toda  (7h - 10h). Então aconteceu de eu estar andando por essas ruas escuras e minúsculas e estourar um fogo de artificio super barulhento. Ou seja, é realmente pra se sentir numa batalha medieval com os disparos de canhões.

Para chegar ate Mdina há ônibus saindo de Sliema, mas leva um bom tempinho (aprox. 50 minutos).
Vou primeiro mostrar algumas fotos da própria cidade e depois da festa:


Como tradição: um forte!


Detalhe da luminária e da placa com o nome da rua.




















A tradicional procissão com a imagem de São José.




















A decoração das ruas é realmente muito bem feita.





Até a rua minúscula ganhou uma decoração.










































Igreja em que foi realizada a missa da comemoração.





















E o homenageado do dia!

























Esta é a igreja São Paulo, construída no século XVI, por cima da gruta onde se acredita que São Paulo viveu e rezou durante a sua estadia em Malta. 




















Essa é uma comida típica de Malta, chamado de Pastizzi. Para ter a comparação, parece um folhado e sempre tem duas opções de recheio: ricota ou pasta de ervilha. Além disso é MUITO barato: € 0,45 cada. Provei os dois e gostei bastante. O lugar mais tradicional para se comprar é chamado Crystal Palace, como se fosse um buteco nosso, minúsculo. 

















No próximo post vou contar para vocês sobre o mercado Marsaxlook.



















Até a próxima atualização.

Abraço!

terça-feira, 24 de março de 2015

Valetta, a capital encantadora!!!




Faço questão de abrir e fechar esta postagem com a foto do Upper Barrakka Gardens. Este jardim foi construído no século 16 e dado aos cavaleiros da Ordem de São João para que eles pudessem descansar. Além dessa vista, há uma grande área com fonte de água, bancos e esculturas.
Todo dia, ao meio-dia, ainda é disparado tiro de canhão.

Valetta, a capital de Malta é um cidade fantástica, que te faz viajar no tempo logo de cara!
Ela não é a primeira capital que Malta teve - a primeira foi Mdina, que também falarei em breve. 
Para entrar no clima do que é Valetta você deve imaginar uma cidade cheia de fortes, construída totalmente na cor pedra sabão, com terreno meio acidentado. As escadarias são predominantes largas e com degraus super baixos, isso era pra facilitar a caminhada dos soldados que carregavam grandes pesos de armaduras e armamentos.
Se você adicionar a isso que ela já foi dominada por Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Bizantinos, Muçulmanos e pela Ordem de São João, você pode ter uma ideia de como as construções foram feitas pensando na defesa do próprio território. Acrescenta-se a isso o posicionamento estratégico da cidade no meio do Mar Mediterrâneo.

É mais ou menos nesse clima que comecei a andar pelas suas ruas sem nenhum guia ou mapa. A cada rua estreita que eu saia surgia uma praça ou um forte ou uma escadaria. A sensação era sempre a de estar dentro de um filme medieval e que, a qualquer momento, viriam soldados em seus cavalos com aquelas lanças para atingir alguém.

O primeiro dia que fui em Valetta foi num domingo, o que pode ser não ser uma boa pedida, pois muitas coisas podem estar fechadas. Como também queria conhecer a cidade num dia útil e ver um pouco mais de seus pontos turísticos, resolvi voltar na segunda-feira e o tempo foi grande parceiro e mandou um sol sensacional para ajudar nas fotos!

Há duas possibilidades para chegar até Valetta:
Ferry: saída de Sliema, com partida a cada 30 minutos, custa € 3,00 (ida e volta) e leva 10 minutos para chegar ao destino
Ônibus: que chega no Terminal de Valetta. O tempo depende em que localidade você está de Malta. Aproveitando, o ônibus você pode utilizar de duas formas (tarifas): € 1,50 e você pode usar durante 1 dia quantas vezes quiser ou € 6,50 e você pode usar por uma semana à vontade.
Fiz questão de usar uma opção em cada dia para sentir a diferença. De barco é mais turístico, lógico.

Vou ilustrar um pouco a cidade por meio das fotos para que você entenda melhor o que estou falando.

Aquela cúpula em destaque é o Santuário Basílica de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Ela foi construída em 1570 e foi atingida em um dos bombardeios aéreos que aconteceu na cidade na Segunda Guerra Mundial. A partir de 1958 decidiram refazer a igreja, obra que acabou em 1980. Ela fica numa rua muito estreita, tanto que na minha primeira visita passei batido por ela. 





















Veja algumas da ruas e muralhas de Valetta e viaje no tempo!!!
























A rua central tem uma praça que é cheia de mesas dos restaurantes ao redor. Num dia de sol é uma excelente pedida para comer um peixe e tomar uma cerveja enquanto observa as construções milenares.




















O porto de Valetta também recebe muitos transatlânticos com turistas (dei azar por este ser pequeno).



















Se possível, visite o Palácio Presidencial e o Museu das Armas (€ 10). Não é nada de outro mundo, mas com certeza enriquece a sua passagem por Valetta.




















Aqui é o escritório do Primeiro Ministro de Malta. Apesar de ter um presidente, a figura mais importante nas tomadas de decisões do país é o 1º Ministro.




















Pela cidade também tem esses rapazes oferecendo passeios de cavalos (nada mais sugestivo numa cidade medieval). Não cheguei a fazê-lo, mas ouvi relatos de que são caros (€ 10 por pessoa) e o percurso é minúsculo.
















Para se ter uma ideia resumida da história local:

























Infelizmente o Museu da Segunda Guerra Mundial que eu estava muito ansioso para ver está fechado para reforma e só deve reabrir daqui mais de um mês.

E pra fechar a postagem sobre Valetta, como prometido lá no começo, uma visão panorâmica do jardim. Nada mal, né?! Que vista fascinante!
Valetta, a cidade que vale a pena ser visitada!



Espero ter conseguido passar, pelo menos um pouco, do espírito dessa cidade.

A próxima postagem será sobre uma tradicional comemoração de Malta, feriado nacional, Dia de São José (foto abaixo) na cidade de Mdina.














Até lá!
Abraço,

sexta-feira, 20 de março de 2015

Vamos conhecer!

Para começar, vamos estabelecer onde fica Malta e seu idioma. É um pequeno país, com cerca de 400.000 mil habitantes, localizado ao sul da Itália, no meio do Mar Mediterrâneo. Ele é composto basicamente por três ilhas (Malta - a maior, Gozo e Comino). 
Há duas línguas oficiais aqui: o maltês e o inglês.
O Maltês, devido à disputa territorial local, tem grande influência de 3 idiomas: árabe, inglês e italiano. É bem interessante você ouvir uma conversa em maltês, porque em certo momento você acha que vai entender (inglês), mas aí entram alguns termos em árabe e já era, você perde o contexto.
E o inglês também é língua oficial devida à colonização britânica que aconteceu aqui. 

Para não esgotar tudo no primeiro post, vou apenas colocar o motivo de ter vindo pra cá e algumas poucas fotos.

Malta é muito conhecido dos europeus que querem aprender inglês. A proximidade e o baixo custo de vida facilitam a vinda deles para cá.
Além de uma grande quantidade (acho que maioria) de brasileiros nas escolas, há muitos suíços, holandeses, alemães, turcos, japoneses, coreanos, italianos e franceses.
O meu motivo de ter vindo para cá foi exatamente por causa do custo (isso decidido antes do dólar subir de forma maluca) e pela facilidade de poder visitar um pouquinho a Europa também, claro.

A beleza de Malta é muito destacada por todos que já vieram aqui. E quando você chega, você tem a absoluta certeza de que eles estão certos!

Vamos para algumas fotos e nos próximos dias conto mais curiosidades /  particularidades daqui.

O Mar de água transparente
Ele é assim, em todo canto, simplesmente assim!




Um país com 7.000 (sete mil) anos de história que preserva muito da estrutura medieval e você tromba com ele toda hora. É muito interessante andar por dentro das cidadezinhas, nas ruas minúsculas.


Muito comum encontrar esses carros antigos.

Muito simpático esse vendedor de frutas no meio da rua.

A influência inglesa!

Essas poucas fotos são da cidade de Sliema. Na próxima postagem colocarei as fotos da capital de Malta (Valetta) e mais algumas curiosidades!


Essa é Valetta, vista de Sliema.




















Abraço!